Nem eu, até hoje. Foi na Revista Fórum, em sua coluna sobre música, que tomei conhecimento de que esse pianista, que acompanhava nada menos que Toquinho e Vinícius em apresentações na Argentina, em 1976, saiu na noite de 18 de março do hotel onde estava hospedado, em Buenos Aires, e deixou um bilhete dizendo: Vou sair pra comprar cigarro e um remédio. Volto Logo, mas nunca mais voltou.
Fora capturado pela repressão oficial argentina... (continua)
Olá, companheiros e companheiras de Música! Nessa minha modesta coluna eletrônica, vou procurar tratar do verbo e do som por trás de músicas, comentar notícias... Sintam-se convidados a comentar, criticar, rabiscar, a contribuir, enfim. Os textos serão postados periodicamente sem periodicidade.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Curiosidades acerca de músicas para o Natal
Você conhece Assis Valente? Eu não conhecia até hoje, ao ver um artigo da revista Brasil (Almanaque da Cultura Popular.
Bem, Valente é o compositor de Boas Festas ("eu pensei que todo mundo
Fosse filho de Papai Noel"). Consta que ele estava sozinho num quarto de hotel do Rio de Janeiro, perto do natal de 1932, longe da família e saudoso, e viu um quadro na parede do quarto. Era uma menina triste e dois sapatinhos na cama à espera de presente.
Fosse filho de Papai Noel"). Consta que ele estava sozinho num quarto de hotel do Rio de Janeiro, perto do natal de 1932, longe da família e saudoso, e viu um quadro na parede do quarto. Era uma menina triste e dois sapatinhos na cama à espera de presente.
Segundo a revista, apesar da amargura da música – curiosamente cantada até hoje como
símbolo da felicidade natalina –, o sambista comemorou: “Quando passou a
tarde, a música estava feita. Papai Noel não tinha vindo, mas eu
ganhara um presente – a melhor de minhas composições”.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
“Me
enganei 'redondamente'”...
Nesse
trecho do samba 'Coração em desalinho', composição de Monarca e
Ratinho, de 1986, e famosa nas vozes de Zeca Pagodinho e Maria Rita,
nos deparamos com um advérbio um tanto quanto prosaico:
redondamente.
Interessante
a construção do vocábulo: derivação do adjetivo redonda,
acrescido do sufixo mente.
Ora, redonda é um
adjetivo ligado a uma forma geométrica. O uso, porém, sacramentou a
classificação de redondamente como
advérbio de modo, no caso intensificando o sentido do verbo enganar,
a exemplo de tanto,
muito, grandemente.
Compositores e poetas procuram sempre sair do lugar comum, inovar,
achar novos usos para as palavras. Essa palavra é especialmente
oportuna pra isso. É muito mais enfático – e sonoro, gostoso –
dizer me enganei redondamente do que me enganei muito.
O dinamismo e a riqueza de nossa língua é um prato cheio para a
criatividade de nossos compositores e poetas, que vez por outra nos
presenteiam com pérolas como a expressão que comentamos aqui. A
música toda é uma poesia só.
Até a próxima.
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